21 de mar de 2010

Encontro



Encontrei...
e finalmente me encontrei!
Depois de achar que não encontraria mais,
encontrei alguém e mais...
Me encontrei nesse alguém.
Eu sempre tão atrevida,
aventureira assumida,
me encontrei!
Embora esteja completamente perdida...
Minha perdição?
A paixão.
Mas eu me achei!
Me achei no reflexo de outros olhos,
num caminho que não era meu,
no inicio de uma primavera
chorando o amor que não floresceu...
Encontrei!
Talvez tenha sido encontrada...
Quem há de explicar o por quê
nos encontramos naquela estrada?
Nos encontramos!
E nos encontrando,
continuamos...
e eu me sentindo assim:
perdida...
achada...
Nunca me senti tão encontrada!
e a cada dia que passa,
fica muito mais forte esse laço;
porque só me perdendo em você,
é que eu realmente me acho.

19 de mar de 2010

Não quero mais



Lhe falar do o meu amor?
Pra quê?
Meu amor apenas lhe envaidece...
e quanto mais explícitos e verdadeiros
são os meus meus sentimentos,
mais sua indiferença me atormenta.
Quanto mais seguro te faço,
mais descartável me sinto.


Lhe falar do meu amor?
Não!
Para mim chega!
Não lhe interessa mais o que sinto.
Chega de esperar pela sua boa vontade...
agora me sentirei à vontade
para me entregar à quem de fato me der valor.

Chega de esperar pelo seu amor!
Chega!


De hoje em diante
não mais desejarei sentir seu cheiro
a embriagar-me a alma,
não mais me importarei quando sorrir
e transformar em festa o meu silencio,
não quero mais sentir seu gosto,
sua palpitação
sua pele,
sua transpiração...
Não!


Preciso lhe tirar de mim,
dar um basta de pensar primeiro em você,
por um fim.
Primeiro eu caralho!
Chega de te amar loucamente,
incessantemente,
inconsequentemente,
Chega!
Chega desse amor doente!

Lígia



Finalmente compreendi
a dualidade Shakespeareana!
"Plumas de chumbo"
condizem com suas frases
fortes, soberanas...


Guerreira, doce, espontânea...
diz que não é poeta,
mas dispara versos
como quem atira flechas
e ninguém como ela interpreta!


Quando solta sua voz,
mostra-se leoa feroz,
rugindo para despertar
o sono dos alienados.

Detalhes



Pequenas coisas
fazem grandes diferenças...
Detalhes que aos desatentos
são quase imperceptíveis,
invadem a vida como cupins...
Muitas vezes,
quando percebidos,
já é tarde demais.
E não importa quão frondosa seja a árvore,
nem a profundidade de suas raízes...
Qualquer tempestade de vento
pode leva-la ao chão.