13 de out de 2009

Quero me molhar


Quero um vendaval,
Uma torrente que me arraste!
Que vença as minhas forças,
Que me molhe inteira!
Saí debaixo do telhado,
Desprovida de capa e guarda-chuva...
Quero ser completamente inundada!
Afogar-me...
Molhar-me inteira!
Preciso de tempestade...
Não de nuvem passageira.

Infeliz daquele que não ousa


O princípio ativo da felicidade
É a coragem!
Infeliz daquele que não ousa...
E se esconde na armadura do medo
Carregando o seu enorme peso!

Descaminhos da razão




Vivo uma interna revolução
A caminho da evolução...
Vivendo plena de sensação
Sempre tropeço na imaginação.
Divido-me entre o sim e não,
Mas acabo me jogando na situação...
Porque quando se trata de emoção,
Só encontro descaminhos em minha razão.

6 de out de 2009

Intensidade


Quando fecho os meus olhos,
Ainda posso vê-lo...
Ah como lhe quero!
Que vontade infida de tê-lo!
E essa saudade,
É só a dor que antecede a liberdade,
Como o brotar de asas rasgando a carne
Para ganhar o céu em êxtase nos seus braços...

Tudo me choca


Tudo me choca!
O amor em sua exaltação...
O tédio em sua aflição...
E o vazio ocupando espaço dentro do coração.

4 de out de 2009

Retalhos da minha alma


Os versos que escrevo vez em quando,
São retalhos da minha alma
Que com a agulha do ideal vou costurando...
Na esperança de que um dia
Eu tenha uma colcha imensa de poesia...
Um verso,
Outro verso
E enfim, um bando!
E minha alma quem diria?
Com os pedaços da minha fantasia
Vai um mosaico formando...
Às vezes calmo,
Às vezes confuso o que componho...
Vou costurando assim,
Dispersos os meus sonhos.
E embora os deixe assim dispersos,
Vou desenhando o retrato da minha alma
Como quem faz uma colcha com versos!

O gato da vizinha


O gato preto da minha vizinha
Insistia em miar no meu telhado,
Tirava-me o sono,
Aquele danado!
Eu jogava água fria,
Ele saia assustado...
Mas sempre aparecia
Miando de novo no meu telhado.
Um dia ele encontrou minha janela aberta...
Danado!
Seu atrevimento foi tamanho,
Que acabei me encantando pelo bichano
E me rendendo aos seus afagos.
No dia seguinte,
Até comprei ração!
Ele passou a entrar
E comer na minha mão.
Sempre que a vizinha chamava
Se o gato não fosse embora,
Eu mesma o enxotava.
Sabia que o gato não era meu,
Eu juro!
Então o ensinei a parar de miar no telhado,
E miar em cima do muro.