Entre oscilações de calor e frieza, persiste o medo, o risco, a incerteza... Mesmo assim... sou presa, enriquecida do seu pouco distribuído com tanta destreza.
Vivo de hipérboles,
em meio a paradoxos e antíteses...
Todos os sentimentos
em mim criam raízes...
e mesmo mortos ou ressecados,
brotam em vida novamente
em momentos inesperados
sem o semear da semente.
Dentro de mim há um labirinto,
tudo se perde... tudo se acha...
Divinamente escrevo o que sinto,
outras vezes, escrevo em desgraça.
Às vezes me projeto ao céu
e por anjos sou aconselhada,
protegida por divino véu
escrevo versos ajoelhada.
Há dias em que vivo no inferno,
até ouço a voz do capeta!
Então grito, esperneio, baderno...
no silêncio da minha caneta.
Tudo em mim é constante e complexo.
Em tudo há dor, amor, fantasia...
Caminho, e em sentimentos tropeço.
Transformo a vida em poesia!
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