
Talvez poucos me entendam...
mas sinto resquícios de vidas passadas
que me perseguem feito espectros
quando querem voltar aos corpos
recém abandonados...
É como se a areia esvaísse em feroz velocidade
pela ampulheta da vida...
levando o tempo e ignorando os desejos...
Não quero morrer me escondendo
atrás de respostas racionalizadas,
não quero me privar de mais nada.
Quero viver intensamente minhas emoções!
Libertá-las em palavras,
encontrá-las em ações,
eterniza-las em versos.
Me expor ao amor
como um banquete contínuo a ser consumido...
E no balanço final,
poder adjetivar minha vida
não por quantas vezes fui capaz de respirar...
e sim,
por quantas vezes fui capaz de perder o fôlego
junto à alguém.