13 de jul. de 2012
Dia dos namorados
Dia dos namorados...
Lindo presente!
O passado insinte,
bate na porta...
Mas diante do amor que existe,
não há quem estrague o presente!
Não é um presente comprado,
é o presente de todos os dias
e não de um dia comercializado.
É o presente que promete futuro,
o presente que supera o passado,
o presente que faz todos os dias
ser o dia dos namorados!
12 de jul. de 2012
O encontro
Não sei se a música que tomara meu corpo naquela ocasião,
Vinha do samba, ou do som da sua voz que soava como um convite à aproximação.
Não sei se foi à bebida forte,
O ponteiro da bússola apontando ao norte,
Ou apenas o destino me dando um golpe de sorte...
As bocas unidas sem sequer saber o nome,
O encontro do mais feroz apetite com a voracidade da fome,
O Universo conspirando pra fazer de ti, o meu homem.
Foi a junção de todos os elementos
Em um único lugar, em um só momento...
O vento varrendo os planos passados,
Todo o nosso futuro sendo modificado...
Um reconhecimento tamanho,
Que tudo que me era novo, não me era estranho,
Como um espelho que refletisse a alma,
Eu pude ver o reflexo do fogo, em corredeiras calmas...
Conjugando
Se subjuntivamente
Eu amasse
Em meu pretérito perfeito
Talvez eu pudesse ter a medida do quanto
Eu amo
Em meu presente indicativo.
Porém, se mesmo no particípio
Eu tivesse amado,
Talvez amar para mim
Hoje não fosse apenas um verbo
A ser conjugado.
11 de jul. de 2012
Vazio...
Quando o muito parece pouco
e todo o empenho não basta.
Quando o sólido se torna oco,
trazendo ao peito arruaça.
Quando as certezas vão embora
e o doce sonho parece derreter em meio a tempestade...
é exatamente nessa hora
que se prova toda a verdade.
Hoje foi um dia daqueles!
Hoje foi um dia daqueles!
Daqueles que fazem você perder o sentido,
Daqueles que abalam o seu equilíbrio,
Daqueles em que os maus fluídos lhe esfregam a impotência na cara...
Hoje foi um dia daqueles!
Hoje a esperança foi rara,
Hoje a indiferença foi clara
E quase não houve alegria...
Hoje foi um dia daqueles!
Daqueles que só se entende na poesia...
Em que só resta esperar que o amanhã
Renove a esperança do dia.
8 de jul. de 2012
Nó...
Não me lembro quando,
alguma coisa entre nós dois se perdeu...
A mágoa aos poucos foi se instalando nas lacunas deixadas por nós mesmo,
E eu, nunca me senti boa o sulficiente...
Sempre fui pouco, diante do muito que esperavas de mim.
Havia respeito, havia amor,
mas também muito ressentimento e medo.
Imposições, críticas, ofensas desarmoniosas...
assim se fez o nosso lar...
Tantas revoltas, raiva, decepções...
não dá nem pra calcular...
Talvez por isso,
da minha vida, supunhas,
enquanto de fato, nada sabias...
Ainda não chorei a sua ausência,
E mesmo assim,
sinto queimar o meu peito
enquanto o nó em minha garganta,
continua feito,
o mesmo nó de quando desmanchou a minha quimera,
o mesmo nó que embaraçou o laço de herói.
O nó que travou nossas conversas sinceras,
um nó que aperta, sufoca e dói...
alguma coisa entre nós dois se perdeu...
A mágoa aos poucos foi se instalando nas lacunas deixadas por nós mesmo,
E eu, nunca me senti boa o sulficiente...
Sempre fui pouco, diante do muito que esperavas de mim.
Havia respeito, havia amor,
mas também muito ressentimento e medo.
Imposições, críticas, ofensas desarmoniosas...
assim se fez o nosso lar...
Tantas revoltas, raiva, decepções...
não dá nem pra calcular...
Talvez por isso,
da minha vida, supunhas,
enquanto de fato, nada sabias...
Ainda não chorei a sua ausência,
E mesmo assim,
sinto queimar o meu peito
enquanto o nó em minha garganta,
continua feito,
o mesmo nó de quando desmanchou a minha quimera,
o mesmo nó que embaraçou o laço de herói.
O nó que travou nossas conversas sinceras,
um nó que aperta, sufoca e dói...
6 de jul. de 2012
Emergida
Hoje nada mais me importa...
Já tomei tantos rumos,
Tracei tantas rotas.
Desatraquei barcos furados,
Me lancei ao mar,
Os chamei de namorados.
Sem bússola insisti,
Naufraguei,
Submergi,
Morri sem ar...
Deixei a rainha das águas me levar...
Subitamente voltei à vida,
Já estava em seus braços
Despercebida,
Sua boca na minha
E eu,
Toda envolvida
Com o peito em latejo...
Era o encontro das almas
Ao sabor do primeiro beijo.
Pensamentos
Pensamentos...
subtamente aparecem,
como bolhas de sabão
em um sopro crescem
e voam...
voam...
Às vezes tão alto
que estouram espalhando particulas
que causam ardor aos olhos.
Pensamentos...
subtamente crescem...
Ah! Se pudéssemos evitá-los,
por mera tolice pará-los,
controlá-los...
Mas em sua leveza sutíl,
voam...
voam...
E quase que imperceptívelmente,
cá estamos nós,
pensando novamente...
subtamente aparecem,
como bolhas de sabão
em um sopro crescem
e voam...
voam...
Às vezes tão alto
que estouram espalhando particulas
que causam ardor aos olhos.
Pensamentos...
subtamente crescem...
Ah! Se pudéssemos evitá-los,
por mera tolice pará-los,
controlá-los...
Mas em sua leveza sutíl,
voam...
voam...
E quase que imperceptívelmente,
cá estamos nós,
pensando novamente...
Soneto à prostituta
Enquanto o povo apontava e escarnecia,
A chamavam de puta, vaca, vadia...
Porque ganhava sua vida na cama,
Ela não se importava com a fama.
Era forte e vestia-se com ousadia,
Não se achava diferente e nem vazia.
Apenas uma mulher cheia de chama;
Do tipo que sofre, que luta, que ama...
Normal, mas doutorada em sedução.
Mais do que uma típica mulher fatal,
O equilíbrio entre a razão e a emoção.
Para os homens, não só uma profissional,
Era uma mulher que trazia a alusão
De ser a cura para todo o mal.
A chamavam de puta, vaca, vadia...
Porque ganhava sua vida na cama,
Ela não se importava com a fama.
Era forte e vestia-se com ousadia,
Não se achava diferente e nem vazia.
Apenas uma mulher cheia de chama;
Do tipo que sofre, que luta, que ama...
Normal, mas doutorada em sedução.
Mais do que uma típica mulher fatal,
O equilíbrio entre a razão e a emoção.
Para os homens, não só uma profissional,
Era uma mulher que trazia a alusão
De ser a cura para todo o mal.
Só
Lembrei-me das palavras do poeta:
"Quando o bicho pegar, você vai estar só..."
Fui fechando minhas portas
Como se um nó me prendesse a solidão...
Isolada da esperança e da alegria
Sentia que a minha poesia
Se tornara pequena demais para compartilhar...
Estive perdida nas sombras mais profundas do meu eu...
Solta nas corredeiras infindas do meu abismo interior
Buscando um galho à beira do caos para me agarrar e sobreviver...
E afoguei-me...
Afoguei-me num mar, que sem nenhum por quê concreto,
Brotava dos meus olhos a encharcar-me a alma.
"Quando o bicho pegar, você vai estar só..."
Fui fechando minhas portas
Como se um nó me prendesse a solidão...
Isolada da esperança e da alegria
Sentia que a minha poesia
Se tornara pequena demais para compartilhar...
Estive perdida nas sombras mais profundas do meu eu...
Solta nas corredeiras infindas do meu abismo interior
Buscando um galho à beira do caos para me agarrar e sobreviver...
E afoguei-me...
Afoguei-me num mar, que sem nenhum por quê concreto,
Brotava dos meus olhos a encharcar-me a alma.
4 de dez. de 2010
Reflexão

Talvez poucos me entendam...
mas sinto resquícios de vidas passadas
que me perseguem feito espectros
quando querem voltar aos corpos
recém abandonados...
É como se a areia esvaísse em feroz velocidade
pela ampulheta da vida...
levando o tempo e ignorando os desejos...
Não quero morrer me escondendo
atrás de respostas racionalizadas,
não quero me privar de mais nada.
Quero viver intensamente minhas emoções!
Libertá-las em palavras,
encontrá-las em ações,
eterniza-las em versos.
Me expor ao amor
como um banquete contínuo a ser consumido...
E no balanço final,
poder adjetivar minha vida
não por quantas vezes fui capaz de respirar...
e sim,
por quantas vezes fui capaz de perder o fôlego
junto à alguém.
Não mudo
Tampando o sol com a peneira

Perdão...
Não consigo esconder
meu amor por você,
ele é grande demais!
É um sol
que irradia em meu ser,
que está além do querer,
que não cabe em mim mais...
Perdão
se toda a nossa arte
já não cabe em disfarce,
se estou dando bandeira.
Esconder
esse brilho no olhar
tem sido o mesmo que tampar
o grande sol com a peneira.
Adicta

Noites longas...
insônia...
abstinência infinita...
pensamentos desconexos,
preces de uma adicta.
Vem o dia...
A mesma aflição...
o ar pesa,
acelera o coração...
Só por hoje!
Só por hoje!
Controlar um vício
exige nervos de aço.
Então beijo outras bocas,
caio em outros braços...
Só por hoje abdico de você!
Tudo é vazio...
procuro esquecer...
Vem a noite...
abstinência infinita...
pensamentos desconexos...
preces de uma adicta.
Preciso voltar a viver...
Superar esta paixão!
Sou adicta de você
em processo de recuperação.
15 de nov. de 2010
Sambiose

Depois que a gente faz amor,
Ele canta um samba pra mim...
Me faz de pandeiro,
De tamborim...
Me deixa completamente tantã...
Ah!
Quanta percussão
É capaz de produzir meu corpo
Diante de suas mãos...
Sou sensível ao seu toque...
Rodopiando num samba-rock
Não consigo dizer não.
Me leva de novo pra cama,
Feito louco novamente me ama,
Depois compõe outra canção...
Ele canta um samba pra mim...
Me faz de pandeiro,
De tamborim...
Me deixa completamente tantã...
Ah!
Quanta percussão
É capaz de produzir meu corpo
Diante de suas mãos...
Sou sensível ao seu toque...
Rodopiando num samba-rock
Não consigo dizer não.
Me leva de novo pra cama,
Feito louco novamente me ama,
Depois compõe outra canção...
16 de set. de 2010
Ao Sarau da Ademar
“Paz na terra aos homens de boa vontade”...
Mas qual é a boa vontade aceita pela sociedade?
Apoiada pelo governo?
A paz da inércia de um domingo alienado à televisão?
Comprando idéias capitalistas,
Sonhos ilusórios,
Corpos perfeitos rebolando,
Nutrindo a imaginação?
Qual é a boa vontade oculta nessa intenção?
Propósitos pacificadores de manipulação?
Ditar o que é bom,
O nosso querer,
O nosso pensar,
Controlar a nossa ação...
As grandes conquistas foram ancoradas
Nas atitudes de homens com real boa vontade...
Rebelados contra a mentira da paz imposta.
Vomitando verdades que a história oculta.
Preconceitos,
Diferenças,
Descaso,
Indignação...
Chama a polícia pra esses baderneiros!
Quanta boa vontade há em nossa sociedade...
Cultura que não provém da televisão,
Agora é coisa de ladrão!
Gente que quer roubar a atenção,
Traficantes de conhecimento,
De liberdade de expressão!
Munidos de armas que disparam palavras
Ao invés de tiros...
Da luta eu não me retiro!
Paz para quem não se mexe,
Guerra!
Para quem faz e acontece.
Mas qual é a boa vontade aceita pela sociedade?
Apoiada pelo governo?
A paz da inércia de um domingo alienado à televisão?
Comprando idéias capitalistas,
Sonhos ilusórios,
Corpos perfeitos rebolando,
Nutrindo a imaginação?
Qual é a boa vontade oculta nessa intenção?
Propósitos pacificadores de manipulação?
Ditar o que é bom,
O nosso querer,
O nosso pensar,
Controlar a nossa ação...
As grandes conquistas foram ancoradas
Nas atitudes de homens com real boa vontade...
Rebelados contra a mentira da paz imposta.
Vomitando verdades que a história oculta.
Preconceitos,
Diferenças,
Descaso,
Indignação...
Chama a polícia pra esses baderneiros!
Quanta boa vontade há em nossa sociedade...
Cultura que não provém da televisão,
Agora é coisa de ladrão!
Gente que quer roubar a atenção,
Traficantes de conhecimento,
De liberdade de expressão!
Munidos de armas que disparam palavras
Ao invés de tiros...
Da luta eu não me retiro!
Paz para quem não se mexe,
Guerra!
Para quem faz e acontece.
Parabéns Sarau da Ademar!
3 de set. de 2010
Poema discreto
29 de ago. de 2010
... ? ... ! ...
27 de ago. de 2010
Xeque-mate
20 de ago. de 2010
Barco a vela
5 de ago. de 2010
Calmaria
Meu coração anda calmo,
Sereno...
Eu que sempre andei sem freio,
Hoje,
Navego nas águas de um rio tranqüilo...
Para onde vou?
Não tenho certeza...
Vou seguindo o curso do leito,
Arrastada à correnteza.
Essa calmaria toda
Assusta-me.
Meu espírito aventureiro
Acostumou-se com o mar tempestuoso.
Agora,
Anseio
Por uma pororoca
Em mim.
Sereno...
Eu que sempre andei sem freio,
Hoje,
Navego nas águas de um rio tranqüilo...
Para onde vou?
Não tenho certeza...
Vou seguindo o curso do leito,
Arrastada à correnteza.
Essa calmaria toda
Assusta-me.
Meu espírito aventureiro
Acostumou-se com o mar tempestuoso.
Agora,
Anseio
Por uma pororoca
Em mim.
4 de ago. de 2010
Luz no fim do túnel
Faz parte...
Paradoxalmente a dor
Brota de um raio de alegria...
Assim como uma manhã clara de sol
Que nos ilumina, aquece, contagia...
Mas diante do ciclo da vida,
O dia torna-se noite,
Assim como a noite precede o dia...
E nas etapas do amor
Também é preciso enfrentar a noite
E esperar o dia acontecer...
Às vezes ele não vem da forma que esperamos;
Amanhece nublado, chuviscando...
Mas ainda é preciso crer em um novo amanhecer,
Pois como disse um grande poeta:
“O amor só é bom se doer.”
E mesclando dor e felicidade,
Encontros e saudades,
A vida ensina a gente!
E é assim que seguimos essa caminhada
Evolutivamente.
Brota de um raio de alegria...
Assim como uma manhã clara de sol
Que nos ilumina, aquece, contagia...
Mas diante do ciclo da vida,
O dia torna-se noite,
Assim como a noite precede o dia...
E nas etapas do amor
Também é preciso enfrentar a noite
E esperar o dia acontecer...
Às vezes ele não vem da forma que esperamos;
Amanhece nublado, chuviscando...
Mas ainda é preciso crer em um novo amanhecer,
Pois como disse um grande poeta:
“O amor só é bom se doer.”
E mesclando dor e felicidade,
Encontros e saudades,
A vida ensina a gente!
E é assim que seguimos essa caminhada
Evolutivamente.
3 de ago. de 2010
Prêmio: "Meu blog tem conteúdo"
17 de jul. de 2010
Canto à Liberdade!
Todo ser é dotado de um Universo livre!
Ninguém é dono de ninguém.
Só a liberdade compreende o sentido da vida,
Colocando à prova,
A capacidade estrutural do ser humano,
Despontando o real conhecimento sobre si mesmo.
A possessividade é o traço da insegurança,
O desvio moral da autoconfiança,
Onde o medo é capaz de sufocar outro ser,
De ditar, refutar, enlouquecer...
Quero liberdade de ir e vir,
Liberdade para amar,
Para expor o que eu sentir!
Ninguém é dono de ninguém.
Só a liberdade compreende o sentido da vida,
Colocando à prova,
A capacidade estrutural do ser humano,
Despontando o real conhecimento sobre si mesmo.
A possessividade é o traço da insegurança,
O desvio moral da autoconfiança,
Onde o medo é capaz de sufocar outro ser,
De ditar, refutar, enlouquecer...
Quero liberdade de ir e vir,
Liberdade para amar,
Para expor o que eu sentir!
18 de mai. de 2010
Eu flor
Flores novamente...
Para ele: prova de sentimento;
Para mim: puro ornamento.
Não que eu não tenha ficado contente,
Flor arrancada da planta
Por um momento alegra,
Encanta...
Mas sem raiz vai para dentro d’água...
Leva uma vida curta,
Molhada,
Murcha...
E nunca mais se levanta!
Me sinto flor arrancada da planta.
Para ele: prova de sentimento;
Para mim: puro ornamento.
Não que eu não tenha ficado contente,
Flor arrancada da planta
Por um momento alegra,
Encanta...
Mas sem raiz vai para dentro d’água...
Leva uma vida curta,
Molhada,
Murcha...
E nunca mais se levanta!
Me sinto flor arrancada da planta.
10 de mai. de 2010
Trago
Trago na memória
Lembranças sujas
Da nossa história.
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
De um país explorado,
Saqueado,
Catequizado,
Aculturado...
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
De política escravocrata...
Libertação!
A miséria é um câncer que se alastra.
Democracia?!... Tardia...
Constituição...
As bitucas se espalham pelo chão...
Sujeira,
Poluição.
Trago...
Toda a fumaça podre do passado...
Direitos outorgados
Cassados,
Censurados...
Política de Estado Novo...
Ditadura para o povo!
Nação desesperançada
Espera por socorro...
Varre!
Varre vassourinha!
Varre as bitucas espalhadas,
Ajunta num canto da calçada
Onde tudo se espalha de novo!
Falta-me o ar...
Novo golpe militar!...
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
Do medo instaurado,
De gente aprisionada,
Torturada,
Tragada...
De famílias esfaceladas,
Da liberdade cerceada...
Trago...
Trago toda essa fumaça presente...
Guardo tudo em minha mente
Pra não me esquecer do passado,
Do meu povo ferido,
Entorpecido,
Abandonado...
Jogado no abismo
Do capitalismo!
São promessas de um novo rumo...
O combate contra o fumo!
Mas ainda trago...
E me engasgo com o pigarro...
Enquanto todos os dias
O governo acende o seu ultimo cigarro.
Lembranças sujas
Da nossa história.
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
De um país explorado,
Saqueado,
Catequizado,
Aculturado...
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
De política escravocrata...
Libertação!
A miséria é um câncer que se alastra.
Democracia?!... Tardia...
Constituição...
As bitucas se espalham pelo chão...
Sujeira,
Poluição.
Trago...
Toda a fumaça podre do passado...
Direitos outorgados
Cassados,
Censurados...
Política de Estado Novo...
Ditadura para o povo!
Nação desesperançada
Espera por socorro...
Varre!
Varre vassourinha!
Varre as bitucas espalhadas,
Ajunta num canto da calçada
Onde tudo se espalha de novo!
Falta-me o ar...
Novo golpe militar!...
Trago...
Toda a fumaça podre do passado
Do medo instaurado,
De gente aprisionada,
Torturada,
Tragada...
De famílias esfaceladas,
Da liberdade cerceada...
Trago...
Trago toda essa fumaça presente...
Guardo tudo em minha mente
Pra não me esquecer do passado,
Do meu povo ferido,
Entorpecido,
Abandonado...
Jogado no abismo
Do capitalismo!
São promessas de um novo rumo...
O combate contra o fumo!
Mas ainda trago...
E me engasgo com o pigarro...
Enquanto todos os dias
O governo acende o seu ultimo cigarro.
8 de mai. de 2010
Um privilégio

Do outro lado do telefone,
Com um ar de saudosa
Uma voz manhosa
Me pede colo,
Desabafa os seus problemas...
Conheço bem sua personalidade,
Seus dilemas...
Foram anos de aliança
Transformados em amizade
E confiança.
Filhos como frutos
Das raízes fortes
Fincadas em fértil solo.
Também é repouso certeiro
Quando sou eu
Quem necessita de um colo.
Uma amizade verdadeira
Sem nenhuma segunda intenção.
Muitos não compreendem
Que hoje somos como irmãos.
Mas acreditem
Pois eu consigo
O privilégio de ter meu ex-marido
Como o meu melhor amigo.
Com um ar de saudosa
Uma voz manhosa
Me pede colo,
Desabafa os seus problemas...
Conheço bem sua personalidade,
Seus dilemas...
Foram anos de aliança
Transformados em amizade
E confiança.
Filhos como frutos
Das raízes fortes
Fincadas em fértil solo.
Também é repouso certeiro
Quando sou eu
Quem necessita de um colo.
Uma amizade verdadeira
Sem nenhuma segunda intenção.
Muitos não compreendem
Que hoje somos como irmãos.
Mas acreditem
Pois eu consigo
O privilégio de ter meu ex-marido
Como o meu melhor amigo.
6 de mai. de 2010
Minha verdade

Conheço a verdade irônica
De quem não abdica.
As armadilhas...
Conheço palmo a palmo este terreno...
Já lutei nas mesmas guerrilhas.
Conheço o seu segredo...
A postura forte de auto defesa
Enganando os próprios medos...
Hoje acredito que nada é por acaso
E evito entrar em disputas...
Contra as forças do destino,
Não existe luta justa.
Prefiro seguir a minha verdade
Não que essa verdade seja a certa,
Mas tenho a plena convicção
De que quem ama, liberta.
De quem não abdica.
As armadilhas...
Conheço palmo a palmo este terreno...
Já lutei nas mesmas guerrilhas.
Conheço o seu segredo...
A postura forte de auto defesa
Enganando os próprios medos...
Hoje acredito que nada é por acaso
E evito entrar em disputas...
Contra as forças do destino,
Não existe luta justa.
Prefiro seguir a minha verdade
Não que essa verdade seja a certa,
Mas tenho a plena convicção
De que quem ama, liberta.
5 de mai. de 2010
Saindo de cena
Viver é uma arte
E o espetáculo tem que continuar...
Encerro a minha parte,
Saio de cena.
Às vezes a morte do coadjuvante
É extremamente necessária
Para que a vida siga adiante
E tenha um final feliz.
A única cortina a ser fechada,
São minhas retinas cansadas.
A morte é solitária e fria...
Mesmo para quem só fez uso do amor,
Da verdade e da poesia.
Fim do ato,
Ora de partir...
Parto.
O romper dói...
Mas abdico desse amor
E humanamente ferida
Sigo o curso da história
Para não mexer com o script da vida.
Apenas
saio
de
cena
Encerrando meu ato
Com este sincero poema.
E o espetáculo tem que continuar...
Encerro a minha parte,
Saio de cena.
Às vezes a morte do coadjuvante
É extremamente necessária
Para que a vida siga adiante
E tenha um final feliz.
A única cortina a ser fechada,
São minhas retinas cansadas.
A morte é solitária e fria...
Mesmo para quem só fez uso do amor,
Da verdade e da poesia.
Fim do ato,
Ora de partir...
Parto.
O romper dói...
Mas abdico desse amor
E humanamente ferida
Sigo o curso da história
Para não mexer com o script da vida.
Apenas
saio
de
cena
Encerrando meu ato
Com este sincero poema.
4 de mai. de 2010
Ecos
Há ecos de vozes em minha cabeça
Que não permitem
Que eu ouça a mim mesmo.
Projetam vultos,
Fantasmas que limitam minha caminhada...
As vozes não me levam a nada!
Dúvidas entre o ser e o não ser,
Querer ou não querer,
Fazer ou esperar acontecer.
Há ecos de vozes em minha cabeça...
Todas querem ditar as regras do bem viver!
Padrões,
Ideologias sociais...
Enquanto eu,
Sei que só preciso me ouvir mais.
Que não permitem
Que eu ouça a mim mesmo.
Projetam vultos,
Fantasmas que limitam minha caminhada...
As vozes não me levam a nada!
Dúvidas entre o ser e o não ser,
Querer ou não querer,
Fazer ou esperar acontecer.
Há ecos de vozes em minha cabeça...
Todas querem ditar as regras do bem viver!
Padrões,
Ideologias sociais...
Enquanto eu,
Sei que só preciso me ouvir mais.
2 de mai. de 2010
Amor aos pedaços
28 de abr. de 2010
Tempos difíceis
Nostalgia
Saudades de quando me beijava inteira,
Apertava-me com eloqüência entre os seus braços
E declarava sua paixão por mim...
Saudades das noites de amor sem fim
Onde na guerra contra o relógio
A falta de tempo sempre nos vencia
E todo o tempo do mundo nunca nos era o bastante...
Saudades de quando ouvir a voz era importante,
Da paixão desenfreada
Nutrida a todo instante...
Saudades...
Daquele amor inquieto e delirante.
Apertava-me com eloqüência entre os seus braços
E declarava sua paixão por mim...
Saudades das noites de amor sem fim
Onde na guerra contra o relógio
A falta de tempo sempre nos vencia
E todo o tempo do mundo nunca nos era o bastante...
Saudades de quando ouvir a voz era importante,
Da paixão desenfreada
Nutrida a todo instante...
Saudades...
Daquele amor inquieto e delirante.
26 de abr. de 2010
Germinando a poesia
Falta-me o ar...
Falta-me o chão...
Tento me segurar,
Acalmar meu coração...
Acendo um incenso...
Busco a minha paz,
Busco meu bom senso,
Tento não pensar mais...
Mas a sina de um poeta
É sentir e não calar
Mesmo que não haja seta
Nenhuma pra orientar.
Transbordo essa ansiedade
Que não cabe dentro de mim,
Torcendo pra que a saudade
Nos seus braços tenha um fim.
Coração quente...
Mãos rápidas e frias...
E esse amor se faz semente
Germinando a poesia.
Falta-me o chão...
Tento me segurar,
Acalmar meu coração...
Acendo um incenso...
Busco a minha paz,
Busco meu bom senso,
Tento não pensar mais...
Mas a sina de um poeta
É sentir e não calar
Mesmo que não haja seta
Nenhuma pra orientar.
Transbordo essa ansiedade
Que não cabe dentro de mim,
Torcendo pra que a saudade
Nos seus braços tenha um fim.
Coração quente...
Mãos rápidas e frias...
E esse amor se faz semente
Germinando a poesia.
24 de abr. de 2010
A espera...
É estranha essa vida...
Eu que tenho ao meu lado
A espera do primeiro gesto de afeição,
Homens que não quero,
Mas que me tem paixão.
E eu aqui...
A espera de um telefonema,
Uma ligação...
Da única voz
Que me desperta tal paixão.
Espero,
Espero,
Espero...
E enquanto espero,
Sonho...
E quando sonho,
Me liberto!
E livre,
Amo!
E amando,
Continuo esperando.
Eu que tenho ao meu lado
A espera do primeiro gesto de afeição,
Homens que não quero,
Mas que me tem paixão.
E eu aqui...
A espera de um telefonema,
Uma ligação...
Da única voz
Que me desperta tal paixão.
Espero,
Espero,
Espero...
E enquanto espero,
Sonho...
E quando sonho,
Me liberto!
E livre,
Amo!
E amando,
Continuo esperando.
Relativa geografia
3 de abr. de 2010
Molhada!
Caminhada
Caminho na noite
Como quem anda disperso...
Seguindo o horizonte,
Abraçando o universo.
Nas asas do pensamento
Sigo em busca dos meus sonhos
Revivendo meus momentos
Em cada verso que componho.
Não carrego nenhum segredo...
Só quero aproveitar a vida
Sentir-me por ela acolhida,
Desprender-me dos meus medos.
E se a alma gêmea existir
Vou descobrir onde ela se esconde...
No caminho do ser feliz
Eu só quero chegar longe.
21 de mar. de 2010
Encontro

Encontrei...
e finalmente me encontrei!
Depois de achar que não encontraria mais,
encontrei alguém e mais...
Me encontrei nesse alguém.
Eu sempre tão atrevida,
aventureira assumida,
me encontrei!
Embora esteja completamente perdida...
Minha perdição?
A paixão.
Mas eu me achei!
Me achei no reflexo de outros olhos,
num caminho que não era meu,
no inicio de uma primavera
chorando o amor que não floresceu...
Encontrei!
Talvez tenha sido encontrada...
Quem há de explicar o por quê
nos encontramos naquela estrada?
Nos encontramos!
E nos encontrando,
continuamos...
e eu me sentindo assim:
perdida...
achada...
Nunca me senti tão encontrada!
e a cada dia que passa,
fica muito mais forte esse laço;
porque só me perdendo em você,
é que eu realmente me acho.
19 de mar. de 2010
Não quero mais

Lhe falar do o meu amor?
Pra quê?
Meu amor apenas lhe envaidece...
e quanto mais explícitos e verdadeiros
são os meus meus sentimentos,
mais sua indiferença me atormenta.
Quanto mais seguro te faço,
mais descartável me sinto.
Lhe falar do meu amor?
Não!
Não lhe interessa mais o que sinto.
Chega de esperar pela sua boa vontade...
agora me sentirei à vontade
para me entregar à quem de fato me der valor.
Chega de esperar pelo seu amor!
Chega!
Chega!
De hoje em diante
não mais desejarei sentir seu cheiro
a embriagar-me a alma,
não mais me importarei quando sorrir
e transformar em festa o meu silencio,
não quero mais sentir seu gosto,
sua palpitação
sua pele,
sua transpiração...
Não!
Preciso lhe tirar de mim,
dar um basta de pensar primeiro em você,
por um fim.
Primeiro eu caralho!
Chega de te amar loucamente,
incessantemente,
inconsequentemente,
Chega!
Chega desse amor doente!
Lígia

Finalmente compreendi
a dualidade Shakespeareana!
"Plumas de chumbo"
condizem com suas frases
fortes, soberanas...
Guerreira, doce, espontânea...
diz que não é poeta,
mas dispara versos
como quem atira flechas
e ninguém como ela interpreta!
Quando solta sua voz,
mostra-se leoa feroz,
rugindo para despertar
o sono dos alienados.
Detalhes
28 de fev. de 2010
Às vezes...

Às vezes o desânimo e falta de fé
tomam conta do meu pensamento
como ervas daninhas,
sufocando as flores dentro de mim...
Às vezes não vejo luz no meu jardim...
Tudo fica sombrio como noite sem luar,
E até posso sentir o orvalhar
como açoite cortando-me a alma...
Às vezes não existe calma...
O coração bate descompassado,
enquanto o semblante já cansado,
se põe a sorrir tentando disfarçar.
Às vezes,
fica muito difícil sonhar...
19 de fev. de 2010
Esquecer
Talvez esquecer seja tão complexo,
que a tentativa de esquecer
tenha o peso da lembrança
em todos os passos do esquecimento.
Talvez o esforço de esquecer seja tão imenso,
que a imensurável lembrança
se faça presente a todo momento.
E talvez, as lembranças estejam tão vivas,
que na morte de alguma delas,
os fantasmas permaneçam...
trazendo novamente a tona
a lembrança de tudo o que foi vivido.
Talvez o esquecer não seja um dom espontâneo.
Seja apenas um desejo momentâneo
de se estancar o sofrimento.
15 de fev. de 2010
E agora José?

E agora José?
O tempo passou,
a paixão não findou,
o sentimento aumentou,
alguém vacilou,
a casa caiu...
nada morreu,
até ressuscitou,
e o que não completava
hoje transbordou?
E agora José?
Hoje está dividido,
cerceado, oprimido
e sem a liberdade
nada mais faz sentido.
Quer sair,
não consegue
quer falar
já não pode
as paredes tem ouvidos
e as lágrimas te comovem...
E agora José?
A festa acabou?
Nada adiantou,
a dor aflorou,
a raiva surgiu,
o amor não bastou,
livrou-se da culpa,
mas não perdoou,
pensou em deixar,
mas no fim se entregou...
Nada adiantou,
a dor aflorou,
a raiva surgiu,
o amor não bastou,
livrou-se da culpa,
mas não perdoou,
pensou em deixar,
mas no fim se entregou...
E agora José?
Escolher já não queres
ama as duas mulheres
e pra se completar
tenta conciliar?
Relaxa José...
Não sejas tão duro!
Não precisa de chaves
quando se está no muro.
Segue a marcha José!
Sabes exatamente pra onde.
14 de fev. de 2010
Desbravando

Percorro os caminhos sinuosos o seu corpo...
completamente perdida...
Sem limites,
sem saída...
Banho-me na cascata de sua saliva
e me permito queimar
nas constantes erupções de sua região vulcânica.
Me sinto rodopiar em um turbilhão
quando me deixo levar pela correnteza de suas mãos...
Morro sem ar,
perco o chão...
e renasço novamente,
desbravando os caminhos da nossa paixão.
Enquanto você dormia...

Eu sonhava acordada enquando você dormia,
tamanha a felicidade em meu coração!
E o seu roncar me soava como uma sinfônia,
era a trilha sonora da satisfação!
Sabia que assim que acordasse você partiria,
mesmo com toda a força da minha oração...
e na esperança de prolongar minha alegria,
fiquei armazenando o seu cheiro em meu pulmão...
O relógio avançava com voracidade,
como um ditador do tempo cruel e insensível.
Sobre mim debruçava o peso da saudade,
anunciando o fim daquela noite aprazível.
Desejei ter em minhas mãos a eternidade
E ver meu sonho de amor tornado possível.
Passageira...

No passado fui permanente,
mas fui passada para trás...
Por isso decidi ser passageira,
e não me apegar mais.
Segui meu caminho...
passageira...
Como quem sai de viagem
apenas apreciando a paisagem.
Parando,
curtindo,
experimentando,
e partindo...
Passageira...
Quando gostava muito de algum lugar,
Sentia a necessidade de partir
só pelo medo de desejar ficar.
Fugindo do amor...
Como quem pega o trem da vida clandestinamente...
E tem que pular de vagão em vagão
tentando fugir do bilheteiro...
E fiz do meu presente,
sempre passageiro...
Denominando meu medo
de auto domínio, auto confiança...
Sem apego,
sem parada,
sem destino,
sem aliança...
Hoje, traída pelo meu próprio desejo,
Tenho um coração que apenas obedece ao que sente...
Já não ouve mais a minha razão
e insiste em fazer de mim permanente.
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